Faleceu Pinto de Carvalho

António Pinto de Carvalho

António Manuel Alves Pinto de Carvalho morreu neste domingo, 28 de Setembro de 2026, em Vila do Conde, com 78 anos.

Nascido em Moçambique, onde se iniciou no ofício, em 1967, Pinto de Carvalho veio para Porrugal após o 25 de Abril e entrou na redação de ‘O comércio do Porto” em janeiro de 1977, no ano em que se fez sócio do Sindicato dos Jornalistas. Em 1980 ingressou no “Diário de Notícias”, onde fez carreira durante 17 anos, tendo assumido cargos como coordenador, chefe de equipa e editor-adjunto.

A carreira ativa como jornalista terminou-a no jornal desportivo “O Jogo”, em 2009, entre tantos outros e tantos bons cujo nome foi incluído no primeiro de três despedimentos coletivos do grupo, então Controlinveste, que detinha o DN, o JN, o Jogo e a TSF, entre outros títulos. Pinto de Carvalho reformou-se em 2013, explica a notícia publicada pelo Sindicato dos Jornalistas, de que foi sócio até ao fim da vida .

Pinto de Carvalho era militante do PCP, cuja secção da Póvoa do Varzim emitiu uma nota de pesar em que sublinha que o Jornalista chegou a ser candidato nas listas do partido em vários processos eleitorais.

O jornalista Jorge Barbosa, que se cruzou com Pinto de Carvalho no DN, diz que se tratou de ‘um grande profissional, culto, disponível para ajudar, interessado pelos jovens’, sublinhando a gratidão por ter ‘aprendido muito com ele’.

À família, sobretudo à mulher e aos filhos, o CNID apresenta as mais sentidas condolências.

(Inclui informação publicada no site do Sindicato dos Jornalistas, que publicamos com a devida vénia)

Football Summit. O jornalista nunca está de folga

 

Ornstein, Seb e Laura no palco principal do Football Summit, na Cidade do Futebol

David Ornstein, Seb-Stafford Bloor, ambos jornalistas do The Athletic, e Laura Williamson, moderadora da conversa e a editora deste site do desporto do New York Times, descreveram no palco principal do Football Summit os seus dias durante as janelas de transferências futebolísticas. Continuar a ler →

ERC dá razão a O Jogo na queixa contra o Sporting CP

Deliberação+ERC-2026-245+(DJ)

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deu razão a O Jogo na queixa que apresentou contra o Sporting CP em Fevereiro passado.
O jornal queixou-se de ter sido negado o acesso de uma equipa de reportagem ao Sporting-FC Porto em basquetebol. Como o CNID denunciou na altura, na sequência das notícias publicadas por O Jogo, o Sporting não gostou de uma notícia publicada em O Jogo sobre a possível transferência do futebolista Hjulmand para o Atletico de Madrid no mercado de inverno e resolveu impedir o acesso da equipa de O Jogo a partida da Liga de basquetebol. O clube anunciou mesmo um corte de relações com o jornal na altura.

A deliberação do Conselho Regulador não deixa dúvidas:

’1. Considerar procedente a queixa apresentada, porquanto a recusa de acesso pelo
Denunciado [Sporting CP] consubstancia, no caso vertente, e pelas razões expostas na presente
deliberação, uma decisão que desrespeita as regras em matéria de direito de acesso
fixadas nos artigos 9.º e 10.º do Estatuto do Jornalista.
2. Instar o Denunciado a, de futuro, dar cumprimento cabal as regras fixadas nos
artigos 9.º e 10.9 do Estatuto do Jornalista, em matéria de direito de acesso dos
jornalistas.
3. Recordar que o impedimento da entrada ou permanência de jornalistas para fins de
cobertura informativa, quando praticado com o intuito de atentar contra a liberdade
de informação e verificados os demais pressupostos previstos na lei, pode integrar
o crime de atentado à liberdade de informação previsto no artigo 19.º do Estatuto
do Joralista.’

CNID em serviços mínimos até dia 14

Como já é habitual, nas duas primeiras semanas de Setembro o CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto estará em serviços mínimos, em razão de férias, para o que pedimos a melhor compreensão de todos.
Quem quiser contactar os serviços do CNID deve fazê-lo sobretudo por mail e a resposta pode não ser tão pronta como habitual. A partir do dia 14 tudo voltará ao normal.

Eduardo Gonçalves entre os distinguidos pela AIPS

    Eduardo Gonçalves (RTP Antena 1) é o terceiro da esquerda, em pé
Eduardo Gonçalves, jornalista da RTP Antena 1, foi um dos 20 homenageados pela Associação Internacional da Imprensa Desportiva (AIPS), a AIPS Europa e a European Athletics por ter coberto dez ou mais Campeonatos da Europa de Atletismo.
A cerimónia teve lugar no VIP lounge da European Athletics em Birmingham, Inglaterra, durante os Eurepeus que se estão a disputar naquela cidade e faz parte da iniciativa ‘Journalists on the podium’ com que a AIPS tem distinguido jornalistas veteranos que estiveram em mais de dez grandes competições. Eduardo Gonçalves, 62 anos e 41 na rádio pública, já fez 22 Europeus de Atletismo entre ar livre e pavilhão mas este diploma sublinha apenas os Europeus ao ar livre.
Gianni Merlo, presidente da AIPS e antigo jornalista de atletismo em Lá Gazzetta dello Sport, Marc Ventouillac, presidente da AIPS Europa e antigo jornalista do L’Équipe, foram os anfitriões, juntamente com Dobromir Karamarinov, presidente do atletismo europeu, numa cerimónia que juntou jornalistas muito conhecidos como Joze Zidar, Michal Dusik e outros. O austríaco Olaf Brockman é o grande veterano com 15 presenças. Todos receberam certificados da AIPS, o que tem um significado de atestar a ligação e a longevidade dos Jornalistas.
’Este diploma significa uma vida a fazer o que mais gosto’, disse a propósito Eduardo Gonçalves ao site do CNID.

Gianni Merlo, presidente da AIPS (à esquerda) e Dobromir Karamarinov, presidente da European Athletics

Os jornalistas distinguidos:

Quem tem Cartão da AIPS pode votar no Melhor Jogador do Mundial

A Associação Internacional da Imprensa Desportiva (AIPS) já anunciou os jogadores nomeados para a sua eleição do Melhor Jogador do Campeonato do Mundo de Futebol 2026.
A votação já abriu oficialmente na segunda-feira, 13 de Julho e está aberta até 21 de Julho, terça-feira, às 9:00 (CET) (menos uma hora em Portugal).

Prémios CNID 2026. Joaquim Oliveira, o Mérito ao pioneirismo nos negócios do desporto

Rolando Oliveira e a mãe, D. Irene Oliveira, foram ao palco receber o Teoféu Mérito Empresarial atribuído a Joaquim Oliveira a título póstumo e que foi entregue por Ricardo Gonçalves (IPDJ) e Santos Neves e Manuel Queiroz (CNID)

O Troféu CNID Mérito Empresarial foi atribuído pela Direção do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto a Joaquim Oliveira, falecido em Agosto de 2025 e que foi o impulsionador da SportTv, primeira televisão só dedicada ao desporto em Portugal, para além de ter sido o principal acionista do Global Média Group que detinha Jornal de Notícias, O Jogo, TSF.

A viúva, D. Irene Oliveira, e o filho, Rolando Oliveira, representaram o empresário, enquanto o presidente do IPDJ, Ricardo Gonçalves, o presidente da AG do CNID Santos Neves e o presidente da Direção do CNID Manuel Queiroz, foram ao palco entregar o troféu e prestar homenagem a um homem que foi crucial para o desporto português, às vezes no meio de polémicas que se cruzavam com o negócio. Joaquim Oliveira foi também o pioneiro do negócio da publicidade estática em larga escala no nosso país.
Rolando Oliveira leu o seguinte agradecimento:

‘Em nome da minha família, agradeço ao CNID — na pessoa do seu presidente, Manuel Queiroz — a distinção atribuída ao meu pai.
Permita-me, antes de mais, endereçar os meus sinceros parabéns pelos 60 anos da instituição.

Este prémio reconhece o legado do meu pai — uma vida dedicada ao empreendedorismo e, de forma  muito especial, ao desporto português, onde deixou uma marca indelével em todos quantos com ele privaram ao longo dos anos.
Foram muitos os profissionais e jornalistas que partilharam esse percurso: desde os tempos do lançamento do O Jogo como jornal diário, pela criação da Sport TV, e por tantos outros projetos que marcaram o panorama desportivo e mediático do nosso país.

Encontram-se hoje aqui presentes alguns desses homens e mulheres que trabalharam e conviveram com o meu pai. A todos eles, o meu reconhecimento — pois sei que também eles foram parte dessa história, e que o meu pai soube sempre honrá-los como profissionais e como pessoas.

Mais do que isso, sei que deixou em cada um deles uma marca pessoal profunda, daquelas que o tempo não apaga e que definem, verdadeiramente, o que é o legado de uma vida’.