Como já é habitual, nas duas primeiras semanas de Setembro o CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto estará em serviços mínimos, em razão de férias, para o que pedimos a melhor compreensão de todos.
Quem quiser contactar os serviços do CNID deve fazê-lo sobretudo por mail e a resposta pode não ser tão pronta como habitual. A partir do dia 14 tudo voltará ao normal.
Eduardo Gonçalves entre os distinguidos pela AIPS
- Eduardo Gonçalves (RTP Antena 1) é o terceiro da esquerda, em pé
Gianni Merlo, presidente da AIPS e antigo jornalista de atletismo em Lá Gazzetta dello Sport, Marc Ventouillac, presidente da AIPS Europa e antigo jornalista do L’Équipe, foram os anfitriões, juntamente com Dobromir Karamarinov, presidente do atletismo europeu, numa cerimónia que juntou jornalistas muito conhecidos como Joze Zidar, Michal Dusik e outros. O austríaco Olaf Brockman é o grande veterano com 15 presenças. Todos receberam certificados da AIPS, o que tem um significado de atestar a ligação e a longevidade dos Jornalistas.

Gianni Merlo, presidente da AIPS (à esquerda) e Dobromir Karamarinov, presidente da European Athletics
Quem tem Cartão da AIPS pode votar no Melhor Jogador do Mundial

Prémios CNID 2026. Joaquim Oliveira, o Mérito ao pioneirismo nos negócios do desporto

Rolando Oliveira e a mãe, D. Irene Oliveira, foram ao palco receber o Teoféu Mérito Empresarial atribuído a Joaquim Oliveira a título póstumo e que foi entregue por Ricardo Gonçalves (IPDJ) e Santos Neves e Manuel Queiroz (CNID)
O Troféu CNID Mérito Empresarial foi atribuído pela Direção do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto a Joaquim Oliveira, falecido em Agosto de 2025 e que foi o impulsionador da SportTv, primeira televisão só dedicada ao desporto em Portugal, para além de ter sido o principal acionista do Global Média Group que detinha Jornal de Notícias, O Jogo, TSF.
A viúva, D. Irene Oliveira, e o filho, Rolando Oliveira, representaram o empresário, enquanto o presidente do IPDJ, Ricardo Gonçalves, o presidente da AG do CNID Santos Neves e o presidente da Direção do CNID Manuel Queiroz, foram ao palco entregar o troféu e prestar homenagem a um homem que foi crucial para o desporto português, às vezes no meio de polémicas que se cruzavam com o negócio. Joaquim Oliveira foi também o pioneiro do negócio da publicidade estática em larga escala no nosso país.
Rolando Oliveira leu o seguinte agradecimento:
‘Em nome da minha família, agradeço ao CNID — na pessoa do seu presidente, Manuel Queiroz — a distinção atribuída ao meu pai.
Permita-me, antes de mais, endereçar os meus sinceros parabéns pelos 60 anos da instituição.
Este prémio reconhece o legado do meu pai — uma vida dedicada ao empreendedorismo e, de forma muito especial, ao desporto português, onde deixou uma marca indelével em todos quantos com ele privaram ao longo dos anos.
Foram muitos os profissionais e jornalistas que partilharam esse percurso: desde os tempos do lançamento do O Jogo como jornal diário, pela criação da Sport TV, e por tantos outros projetos que marcaram o panorama desportivo e mediático do nosso país.
Encontram-se hoje aqui presentes alguns desses homens e mulheres que trabalharam e conviveram com o meu pai. A todos eles, o meu reconhecimento — pois sei que também eles foram parte dessa história, e que o meu pai soube sempre honrá-los como profissionais e como pessoas.
Mais do que isso, sei que deixou em cada um deles uma marca pessoal profunda, daquelas que o tempo não apaga e que definem, verdadeiramente, o que é o legado de uma vida’.
Prémios CNID 26. ‘Os jornalistas fazem falta como mediadores’, disse Paulo Sérgio
O presidente-adjunto do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto fez o seguinte discurso, que publicamos na íntegra, na abertura da Gala 2026, na Arena FPF, Oeiras:

Paulo Sérgio, presidente-adjunto do CNID
‘Boa tarde a todas e a todos.
Em primeiro lugar gostaria de, em nome do CNID, agradecer à Federação Portuguesa de Futebol por nos acolher aqui na Cidade do Futebol, neste dia tão especial para nós!!!
Para o CNID e para o jornalismo desportivo em Portugal.
São 60 anos de história e de muitas histórias.
Seis décadas que passaram num instante. A correr!!!
Para quem não sabe, ou não se lembra, o Clube Nacional de Imprensa Desportiva foi criado para ajudar os órgãos de comunicação social portugueses a se credenciarempara o mundial de 1966, em Inglaterra.
Nessa altura, nem tão pouco os jornalistas portugueses da área do desporto tinham direito a terem carteira profissional, porque não eram reconhecidos como jornalistas.
Eram outra coisa qualquer. Também, por isso, o CNID foi batizado como Clube e não como Associação.
Só depois do 25 de abril de 1974 as coisas mudaram e os jornalistas desportivos passaram a ser reconhecidos como tal e a terem direito a carteira profissional.
Seis décadas depois, os desafios continuam, embora diferentes.
Nem melhores nem piores, apenas diferentes.
Hoje com a crescente profissionalização das Federações Desportivas, das SAD’s e dos clubes, o CNID deixou de ter um papel ativo na credenciação dos jornalistas para as provas nacionais e internacionais.
E é pena, porque ninguém conhece melhor as necessidades dos jornalistas da área do desporto que os próprios jornalistas aqui representados pelo CNID.
Mas há mais…
Em 2026, as nossas preocupações são outras, talvez mais complexas.
A Inteligência Artificial.
A desinformação.
A redução do número de jornalistas nas redações. A crescente precarização do seu trabalho.
A falta de experiência de muitos desses jovens jornalistas.
Os órgãos de comunicação social dos clubes e das Federações Desportivas com acesso cada vez mais privilegiado e único às fontes.
Mesmo assim, parece evidente que o jornalista como mediador faz cada vez mais falta, porque como tantas vezes ouvimos e com inteira propriedade, uma democracia, sem jornalismo sério, competente e, principalmente, livre não é uma verdadeira democracia.
Neste dia de festa, é também a oportunidade de premiarmos os melhores de nós.
Para todos eles os nossos parabéns.
Para os mais jovens e sobretudo para os mais velhos, este é o nosso reconhecimento pelo que fizeram e ainda continuam a fazer.
Sessenta anos depois ainda cá estamos e para ficar.
Não é uma ameaça. Longe disso. É, apenas, a realidade.
Muito obrigado’.
Troféus CNID 2026. De Roberto Martinez a Farioli, João Neves e Ágate Sousa.
A Gala CNID 2026 realizou-se no auditório da Arena FPF, a parte mais nova da Cidade do Futebol e lá estiveram muitos convidados e amigos.
Paulo Sérgio abriu as hostilidades falando dos ‘desafios do Jornalismo’.
‘Em 2026, as nossas preocupações são (…) talvez mais complexas, disse a certa altura. A Inteligência Artificial. A desinformação. A redução do número de jornalistas nas redações. A crescente precarização do seu trabalho. A falta de experiência de muitos desses jovens jornalistas. Os órgãos de comunicação social dos clubes e das Federações Desportivas com acesso cada vez mais privilegiado e único às fontes.
Mesmo assim, parece evidente que o jornalista como mediador faz cada vez mais falta, porque como tantas vezes ouvimos e com inteira propriedade, uma democracia, sem jornalismo sério, competente e, principalmente, livre não é uma verdadeira democracia.’

Paulo Sérgio, presidente-adjunto do CNID

O selecionador nacional, Roberto Martinez, no seu agradecimento na Gala do CNID na Cidade do Futebol
Roberto Martinez foi distinguido em nome próprio por causa da vitória na Liga das Nações, acontecida em 2025 mas já depois da festa do CNID. Recebeu-o das mãos de Santos Neves, presidente da AG do CNID, e de Manuel Queiroz, presidente da Direção.
Foi interessante a sua reação no púlpito, logo a seguir, porque não se esqueceu do que tinha ouvido pouco antes a António Simões, o ‘magriço’ que lhe tinha dado a ideia de usar o terceiro lugar de 66 como motivação para os seus jogadores. Martinez, que faz anos a poucos dias da final do Mundial – como recordava o texto lido pelo apresentador da gala, Júlio Magalhães como sempre – sublinhou que essas palavras foram importantes e claro que ultrapassar o melhor registo de Portugal no Mundial vai ser usado como pedra de toque. ‘Não me vou esquecer das palavras do António Simões, que pediu também que Portugal seja uma equipa verdadeiramente. Para termos alguma chance, temos que ser’.

Júlio Magalhães, como sempre o apresentador da Gala CNID

António Sousa recebeu o troféu em nome de Isaac Nader, que está a treinar em altitude e não podia estar presente. Foi Domingos Castro, presidente da Federação de Atletisno e a representar o Comité Olímpico de Portugal quem lhe entregou o prémio. Isaac Nader foi o Atleta do Amoascino por ter ganho o título mundial dos 1500m

Ricardo Duarte, coordenador Técnico Nacional de Futebol na Federação Portuguesa de Futebol (à direita) recebeu o Troféu de Equipa do Ano da Seleção Nacional de futebol sub 17, campeão da Europa e do Mundo, com Horácio Antunes, da direção da FPF, entregue por Murillo Lopes (CNID)
Prémios CNID 26. Consagração de grandes jornalistas
Os Prémios CNID para Jornalistas são um momento de grande importância, mais não fosse porque mais nenhuma instituição distingue Jornalistas numa base anual e muito menos Jornalistas na área do Desporto.
Em 2026 os distinguidos foram alguns dos mais consagrados da profissão, como Jose Manuel Freitas, Miguel Prates ou António Tadeia, mas também gente nova, com outros interesses e outras formas de chegar ao público.
’O jornalismo online é, em Portugal, território pouco populado e cada vez mais submetido aos conteúdos produzidos por ‘influencers’, que na verdade não entram nesta categoria e não concorrem a estes prémios. No nosso mercado, o jornalismo online não tem escala para viver da publicidade a não ser que se lance nas águas turvas dos conteúdos virais – e daí que os sites e as apps dos jornais desportivos estejam cheios de coisas que só servem para chamar a atenção, mas que não passariam no crivo de qualquer editor que fizesse o seu trabalho a pensar mais no jornalismo e menos nos cliques’, escreveu António Tadeia no seu Substack no mesmo dia em que recebeu o prémio. Se não tivesse mais méritos, o prémio CNID teria pelo menos esse de suscitar uma reflexão em quem o recebe.

Miguel Prates (dor) recebeu o troféu das mãos de Paulo Sérgio: ‘É uma grande honra receber este trofeu ainda para mais com o nome de Alves dos Santos, que cheguei a conhecer, era um grande jornalista e sempre sereno como é necessario’

Pedro Cadima (O Jogo) recebeu o troféu Imprensa Escrita Neves de Sousa das mãos de José Lima (PNED): ‘Agradeço ao CNiD por este prémio que se calhar nem mereço. Agradecer ao Matosinhos Hoje, a A Bola e a O Jogo, este é onde atualmente trabalho, pelas oportunidades que me deram ao longo destes anos’

Maria João Pereira (Canal 11) foi distinguida por Anabela Neves (Confederação do Desporto) recebendo o Troféu Revelação Vitor Santos: ‘O meu pai (Tiago, o antigo médio do FC Porto) sempre disse que eu ia acabar no desporto. E foi e tenho gostado muito. Sei que não é fácil, mas espero poder corresponder’

José Santos (Record) foi o Colaborador do Ano e recebeu o troféu de António Simões (CNID): “Queria dar os parabéns ao CNID pelos 60 anos de história, que são também um sinal de vitalidade e resiliência. Este prémio é, acima de tudo, um reconhecimento importante e simbólico do trabalho diário feito por mim e pelos colegas que, todos os dias, andam no terreno. Representa, por isso, não só o meu trabalho, mas também o esforço coletivo de quem todos os dias procura informar com rigor e dedicação.”

Eduardo Soares da Silva recebeu o Troféu Rádio Artur Agostinho que foi entregue por Mario Almeida, presidente do Panathlon: ‘Estou muito contente e tenho que agradecer ao CNiD, à Rádio Renascença e à minha família. Devo agradecer em especial à RR porque me permitiu ir à Itália e ter três meses para fazer este podcast sobre Francesco Farioli. Espero continuar a poder contar boas histórias em diferentes formatos, seja áudio, vídeo ou texto’.

António Tadeia recebeu o prémio de Manuel Queiroz( (CNID): ‘Em 2018 recebi outro troféu em nome do coletivo bancada.pt que faliu, mas alguma coisa deve ter feito bem porque o Diogo Cardoso Oliveira, que veio receber um prémio, fazia parte da equipa. Recebo o troféu pelo que faço no meu Substack que me dá trabalho e gozo mas há pouco disso, tem que haver mais. Os meus agradecimentos ao CNID e os parabéns pelos 60 anos’
Luis Manuel Neves conquistou o Prémio Fotojornalismo Nuno Ferrari e receberá o troféu oportunamente. Mas enviou um vídeo com um agradecimento.
José Manuel Freitas foi distinguido com o Prémio Carreira David Sequerra e, não podendo estar presente por motivos de saúde, enviou o vídeo que podem ouvir a seguir: