Serviços do CNID limitados até dia 12

Nas próximas duas semanas o CNID estará a funcionar  de forma limitada, por motivo de férias, para o que pedimos a melhor compreensão de todos os que nos queiram contactar.

A melhor forma de contactar o CNID até ao dia 12 de Setembro inclusivé, será através do endereço de mail habitual – cnid@cnid.pt.

A Direção do CNID procurará dar resposta a todas as solicitações em tempo útil.

Faleceu Rui Soares

Foi a enterrar na passada terça-feira Rui Tomás Soares, 79 anos, que foi colaborador desportivo do jornal Trevim, da Lousã e de vários jornais nacionais. Foi naturalmente sócio do CNID número 248.

Rui SoaresRui Carlos de Tomás Soares nasceu a 12 de Março de 1946 na Lousã, tornou-se sócio do CNID em 1996 e era um homem muito conhecido na zona Lousã-Coimbra. Homem de muitas lutas, nomeadamente de comissões de moradores e de baldios, esteve sempre ligado ao Trevim e à cooperativa que está na sua base. Foi também funcionário da Repartição de Finanças local.

FPF lança campanha solidária com os bombeiros

A FPF Fundação lançou, esta quarta-feira, a campanha “Portugal Conta Connosco”, numa tentativa de resposta solidária às graves consequências dos incêndios que afetaram diversas regiões do país.

’O objetivo é reconhecer e apoiar o esforço incansável dos bombeiros que, com coragem e dedicação, têm estado na linha da frente para proteger vidas humanas e bens em perigo, bem como as nossas florestas’, diz a FPF.

Para facilitar o apoio a esta campanha, será criada uma linha telefónica de valor acrescentado para donativos – 761 200 200. através da qual os portugueses poderão contribuir de forma simples e segura.

Os donativos poderão ser feitos através do IBAN: PT50 0007 0000 0083 2726 3772 3.

Faleceu Faria de Morais

Faria de Morais (Foto DR)

 

O antigo jornalista do Jornal de Notícias e de O Jogo Francisco Faria de Morais, 83 anos, faleceu na semana passada em Fão, Esposende, a sua terra natal.

Francisco Cubelo Faria de Morais foi nomeadamente parte integrante da equipa que lançou o diário desportivo O Jogo, em 1983, quando a Empresa do Jornal de Notícias decidiu fundar o primeiro diário desportivo português, sob a direção de Serafim Ferreira e tendo como chefe de Redação António Oliveira e Castro.

Faria de Morais era Grande Repórter nondiário desportivo, assinando algumas peças brilhantes. Foi também jornalista do JN, nomeadamente da sua delegação em Viana do Castelo.

Muito ligado às suas origens, Faria de Morais escreveu pelo menos dois livros sobre Fão, além de crónicas em jornais locais, as últimas no Novo Fangueiro online, mas infelizmente não foi possível aceder a esses textos.

A sua ligação a Fão também é espelhada pelo contributo a várias instituições locais, como o FC Fão (de que foi atleta) e a Santa Casa da Misericórdia, de que era presidente da Assembleia Geral.

A missa de 7. dia terá lugar sábado, dia 30, na Igreja Matriz de Fão, às 18h.

Faria de Morais era um homem bom, de grande sensibilidade, que fazia amigos facilmente e com quem ninguém se conseguia dar mal. Foi um exemplar camarada de profissão, que procurava a verdade doesse a quem doesse.
À família enlutada, o CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto apresenta as mais sentidas condolências. E na família alargada incluem-se com certeza todos os Jornalistas, nomeadamente os da área do Desporto.

Carta aos sócios. A nova época e oportunidades de trabalho

Estamos a iniciar uma nova época, apesar de o desporto hoje ser um contínuo que tem pontos altos e menos altos, mas na verdade não tem paragens.

Uma das razões para isso no nosso país é o reforço que têm tido as modalidades coletivas. Dantes era só o futebol, hoje temos os vários escalões do andebol, do básquete, do hóquei, quer no masculino mas agora também no feminino, a obrigar a estar atento. mais o ciclismo de pista (além do de estrada), a natação, o ténis, o ténis de mesa, o atletismo, a canoagem, o judo e podia continuar, mas não vale a pena. Uma das conclusões a tirar para os Jornalistas é de que há oportunidades de trabalho, se calhar sob novas formas, em mais modalidades, para além do futebol. Parece-me importante referir isto, porque é decisivo para nós ter cultura desportiva, mas também ter especialização e procurá-la em segmentos que podem fazer sentido também economicamente. Há um caminho a fazer e todos os desportos melhoram com melhor Jornalismo.

Depois há o futebol. Também aqui a especialização ganha foros de cidadania – veja-se o mercado de transferências e os programas de televisão que suscita. De resto, é um mistério para mim que nenhuma rádio faça alguma coisa parecida. Ou que na internet não haja mais espaços sérios – convém sublinhar a seriedade – que tratem desses assuntos. E começa a ser necessário ter Jornalistas especialistas em ataque e defesa, por exemplo. Ou em guarda-redes. Há uma mais-valia no setor que podemos explorar. Ou o futebol feminino, que precisa mesmo de quem se dedique Jornalisticamente para poder ser melhor.

A imaginação, a discussão com os colegas e com os homens e as mulheres que praticam ou treinam em cada desporto são a forma, creio, de podermos dar um salto em frente e melhorar este ambiente deletério em que vivem muitos de nós.

Esperemos que esta época de 2025-2026 seja um novo arranque do Jornalismo. Quando vemos o recorde de investimento no futebol dos maiores clubes portugueses, percebe-se que esta é uma época chave. Vão existir muitas pressões sobre os Jornalistas – há sempre e há mais quanto maiores forem os interesses em jogo – e a nossa resposta tem que ser a mesma de sempre: cumprir as boas práticas, ouvir os interesses atendíveis e publicar o que for de interesse. Se Jornalismo, numa conhecida e simples definição, é publicar notícias que desagradam a alguém, o trabalho não é fácil, mas é para isso que somos treinados e não podemos defraudar os leitores, os ouvintes ou os espetadores. Sempre de consciência tranquila.

Manuel Queiroz

Presidente da Direção

Pedro Cid conta o encontro Weah-Jorge Costa

Há uns anos estava em Monrovia, era o George Weah o presidente da Liberia.
Eu estava no rooftop do meu hotel, Royal Grand Hotel, ainda durante o Covid e logo após os voos serem retomados.
Tinha ido visitar um cliente .
Eram umas 6 da tarde, estava por ali a beber um Gin.
De repente, algum movimento, militares entram, investigam, conversam com o gerente e vão embora.
Ai uns 10 minutos depois vejo o George Weah entrar com a família.
Sentaram-se tranquilamente, era noite de liga dos campeões e os vários ecrãs espalhados estavam a dar vários jogos mas não o que eu queria ver, então tinha o meu telemóvel ligado no meu jogo.
Estava distraído, a ver a bola, à espera da comida, tinha encomendado Sushi, quando alguém se aproxima e pergunta se posso ir até à mesa do Mr. President…
Perguntei o motivo.
“No worries, his excellency wants to meet you.”
Eu a pensar:  conhecer-me a mim? Mas lá fui.
Ele levanta-se e diz. ” sorry to disturb you but i am curious… you are the first non-african (foi esta a expressão) that i see around in the past few months, what are you doing in our country?”

(Desculpe estar a incomodá-lo mas estou curioso. Você é o primeiro não-africano que vejo por aqui nos últimos messs, o que está a fazer no nosso país?)
Expliquei, disse que vivia no Ghana e que tinha a Libéria como país a visitar, que tinha um cliente etc etc.
Convidou-me a sentar, perguntou o que achava do País. E depois de alguns minutos de conversa perguntou de que pais eu era.
Respondo.
Ele começa a rir e eu automaticamente digo.
I know Jorge Costa the famous headbut …

(Sei do Jorge Costa e a famosa cabeçada)
Depois, disse-lhe o que fazia antes de decidir vir para África. Que até tinha trabalhado nesses 2 jogos em estúdio. Que me lembrava bem.
Ele sorria, e acaba por me dizer. “You know. That was the worst moment of my career. But for me he step my hand deliberately and 2 weeks after I still had that pain with me so I lost control and hit him, I regret that so many times but sometime ago we were in the same pitch when he was coaching Gabon and we talk and I apologise and we gave a big hug. He was a hard defender. One of the best I faced as a player.”

(Sabe esse foi o pior momento da minha carreira. Mas para mim ee pisou-me deliberadamente e duas semanas depois eu ainda tinha essa dor e por isso perdi o controlo e bati-lhe. Eu arrependi-me disso tantas vezes mas há algum tempo, quando ele treinava o Gabão estivemos no mesmo estádio e falámos e eu pedi desculpa e ele deu-me um grande abraço. Era um defesa duro. Um dos melhores que defrontei como jogador).

E por ali ficámos um par de horas na conversa. Quis obviamente tirar fotos mas o seu protocolo não autorizou. Diziam não ser correcto um presidente aparecer num bar em plena época de Covid a tirar fotos .
A marca da pisadela do Jorge Costa ainda a carrega. A aliança partiu e entrou pelo dedo , a marca está la. E hoje no dia em que o Jorge nos deixou, tenho a certeza que quando souber vai olhar para o dedo.

Com a devida vénia, do FB do Pedro Cid, antigo jornalista da Antena Um e que hoje completa 56 anos. Pedro Cid coloca este encontro com George  Weah a 20 de Setembro de 2020

Faleceu Jorge Costa, no campo ‘O Bicho’ e um Senhor cá fora

Imagem do site do FC Porto a recordar Jorge Costa

Jorge Costa faleceu esta tarde aos 53 anos, vítima de paragem cardiorrespiratóri, depois de se sentir mal no Centro de Treino do FC Porto, no Olival, em Gaia.

Era atualmente diretor do futebol do FC Porto, depois de ter sido capitão de equipa e nomeadamente nas vitórias em Sevilha e em Gelsenkirchen, respetivamente na Liga Europa e na Liga dos Campeors. Foi também um dos que esteve ligado ao pentacampeonato.

Jorge Paulo Costa Almeida, nascido no Porto a 14 de Outubro de 1971, fez mais de 350 jogos no FC Porto onde fez quase toda a formação também. De fé portista, foi sobretudo grande jogador (500 vezes internacional) e sempre um homem respeitador dos Jornalistas. Um dos seus grandes amigos era Carlos Pereira Santos, Jornalista já falecido que assinou, com Rui Cerqueira, ‘O capitão’, um livro que conta a história do ‘Bicho’.

À família e ao FC Porto, o CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto, na certeza de representar o sentido comum à classe, endereça as mais sentidas condolências.