Iniciativa dos Refugiados Olímpicos e Paralimpicos distinguida com o Prémio Norte Sul

O Prémio Norte Sul do Conselho da Europa foi este entregue em Lisboa à Iniciativa dos Refugiados Olimpicos e Paralimpicos e também a Miguel Ângelo Moratinos, subsecretário-geral da ONU, numa cerimónia que teve lugar na Sala do Senado da Assembleia da República.

Os premiados na AR com Marcelo Rebelo de Sousa e José Pedro Aguiar Branco

Presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, contou com a presença de muitos convidados como o CNID, através do seu presidente Manuel Queiroz. Presentes também os ministros dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.
O secretario-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, na Mesa com o PR, o presidente da AR, Hose Pedro Aguiar Branco, disse que ‘O CÊ é fundamentalmente um projeto de paz construída em torno de justiça e da cooperação internacional – vital para a preservação da sociedade humana e da civilização’.

A Iniciativa que permite a refugiados competirem nos Jogos Olímpicos e Paralimpicos – liderado pela Fundação Olímpica dos Refugiados, o Comité Olímpico Internacional e o Comité Paralimpico Internacional – foi distinguida precisamente pelo compromisso que permitiu a participação de atletas refugiados nos Jogos. Competindo a nivel mundial, estes atletas – desalojados por conflitos, perseguições políticas ou crises – inspiram esperança e exemplificam o poder do desporto para unir os povos no espírito do fair-play e da tolerância.

A Iniciativa foi representada por Natal El Moutawakel, marroquina e vice do COI, e Leila Marques, a portuguesa que é vice do Conite Paralimpico Internacional, bem como pelas atletas Cindy Ngamba e Zakia Khudadadi.

O Prémio Norte Sul é anual e começou em 1995. É entregue a a dois candidatos (ativistas, personalidades ou instituições) que se distinguiram na promoção da solidariedade norte-sul. Já foi entregue a personalidades como Bob Geldof, Mario Soares, Jorge Sampaio, Almeida Santos, Lula da Silva ou o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU.

Morreu Francisco Balsemão

Francisco Pinto Balsemão deixou um enorme legado no Jornalismo e nas empresas de media

Francisco Pinto Balsemão morreu ontem, dia 21 de Outubro, aos 88 anos. O patrão do grupo Impresa, que foi jornalista e primeiro-ministro, foi um dos mais marcantes homens do Jornalismo em Portugal.

Fundou o semanário Expresso em 1973, ainda na ditadura, foi fundador do PSD, foi primeiro-ministro do governo da AS entre 1981 e 83 na sequência da morte de Sá Carneiro, fundou a primeira tv privada em 1992, a SIC, e foi sempre um homem dedicado ao Jornalismo.  De resto, o Diário Popular, que era do tio, foi o primeiro jornal a que esteve ligado.
A Impresa está em processo de venda ao antigo grupo de Berlusconi. Mas Balsemão foi um homem que desenvolveu o seu grupo de forma extraordinaria, criando uma grande escola de jornalismo, nomeadamente Marcelo Rebelo de Sousa, Vicente Jorge Silva, José Manuel Fernandes.

Marcelo fez ontem um grande elogio a Balsemão, chamando-lhe ‘um dos homens mais importantes da democracia, um lutador pela liberdade de informação’. ‘Foi marcante na política, foi deputado ainda antes do 25 de Abril, fez a revisão constitucional mais importante em 1982 e revolucionou quer a Imprensa escrita quer a teevisao. Era um humanista, era um europeísta e um atlantista’, disse ainda o Presidente da República.

Foi um jornalista dedicado até ao fim às novas tecnologias, com uma grande visão e sem medo do futuro na área do Jornalismo, ao contrário de tantos de nós. Se não fosse por mais nada, só isso já vai fazer muita falta.

O CNID apresenta à família os mais sentidos pêsames,