O presidente do CNID – Associação dos Jornalistas de Desporto foi hoje eleito para o Comité Executivo da AIPS – Associação Internacional da Imprensa Desportiva, no congresso realizado em Lausanne, na Suíça.
Manuel Queiroz acabou por ser o único candidato ao cargo de tesoureiro, dado que os outros dois candidatos resolveram desistir ã boca das urnas. O presidente do CNID já era, nós últimos anos, membro da Comissão de Finanças e Auditoria da AIPS, que é escolhido pelo Comité Executivo, pelo que foi um passo normal aceder ao convite que lhe foi formulado pelo presidente, o italiano Gianni Merlo, que foi também reeleito.
A desistência dos concorrentes aconteceu na sequência de vitórias repetidas dos candidatos apoiados pelo grupo Europeu de cerca de 30 Associações e que já no dia anterior tinha dominado por completo o congresso da AIPS Europa, que elegeu também um novo presidente – Marc Ventouillac, jornalista do L’Equipe -, e um novo comité executivo com renovação total. Esse grupo de que o CNID fez parte desde o início e que foi crescendo ao longo dos últimos meses de forma exponencial, defendeu sempre os princípios democráticos contra o Comité Executivo que procurou boicotar este congresso, defendendo que o mandato só terminava em Outubro ou Novembro porque a eleição anterior tinha sido mais tarde, então por causa da epidemia do covid. Ideia sem sentido se a organização mãe, a AIPS global, realizava agora o seu congresso e tem sido prática habitual as eleições serem na mesma altura. Só quando se tornou claro que a enorme maioria (30 em cerca de 45) estava do lado do congresso eletivo ao mesmo tempo do da AIPS global e sob a ameaça de, em Lausanne, enfrentar uma demissão forçada por uma moção de censura é que o Comité Executivo cedeu. Foi uma luta de meses.
Gianni Merlo foi reeleito para aquilo que disse ser o último mandato (tem 79 anos) na AIPS global com 86 votos contra 25 de Czsuzsa Czistu, da Hungria. Havia três candidatos mas o coreano Hee Don Jung desistiu oficialmente 45 minutos antes da votação, declarando o seu apoio à candidatura da Hungria. Sem sucesso e a diferença foi muito expressiva (o triplo dos votos, basicamente.
Todas as votações foram, de resto, de encontro ao que tinha sido decidido no sábado à noite, na reunião do grupo europeu (Portugal, França, Irlanda, Bélgica, Holanda, Estónia, Itália, Dinamarca, Alemanha e alguns mais). Uma vitória em toda a linha.
Desde 2008 que Portugal não estava representado no órgão principal da associação que reúne os jornalistas de todo o mundo na área do desporto, então através de Jorge Ribeiro, recentemente falecido, que curiosamente também foi tesoureiro da AIPS.