Os Prémios CNID para Jornalistas são um momento de grande importância, mais não fosse porque mais nenhuma instituição distingue Jornalistas numa base anual e muito menos Jornalistas na área do Desporto.
Em 2026 os distinguidos foram alguns dos mais consagrados da profissão, como Jose Manuel Freitas, Miguel Prates ou António Tadeia, mas também gente nova, com outros interesses e outras formas de chegar ao público.
’O jornalismo online é, em Portugal, território pouco populado e cada vez mais submetido aos conteúdos produzidos por ‘influencers’, que na verdade não entram nesta categoria e não concorrem a estes prémios. No nosso mercado, o jornalismo online não tem escala para viver da publicidade a não ser que se lance nas águas turvas dos conteúdos virais – e daí que os sites e as apps dos jornais desportivos estejam cheios de coisas que só servem para chamar a atenção, mas que não passariam no crivo de qualquer editor que fizesse o seu trabalho a pensar mais no jornalismo e menos nos cliques’, escreveu António Tadeia no seu Substack no mesmo dia em que recebeu o prémio. Se não tivesse mais méritos, o prémio CNID teria pelo menos esse de suscitar uma reflexão em quem o recebe.

Miguel Prates (dor) recebeu o troféu das mãos de Paulo Sérgio: ‘É uma grande honra receber este trofeu ainda para mais com o nome de Alves dos Santos, que cheguei a conhecer, era um grande jornalista e sempre sereno como é necessario’

Pedro Cadima (O Jogo) recebeu o troféu Imprensa Escrita Neves de Sousa das mãos de José Lima (PNED): ‘Agradeço ao CNiD por este prémio que se calhar nem mereço. Agradecer ao Matosinhos Hoje, a A Bola e a O Jogo, este é onde atualmente trabalho, pelas oportunidades que me deram ao longo destes anos’

Maria João Pereira (Canal 11) foi distinguida por Anabela Neves (Confederação do Desporto) recebendo o Troféu Revelação Vitor Santos: ‘O meu pai (Tiago, o antigo médio do FC Porto) sempre disse que eu ia acabar no desporto. E foi e tenho gostado muito. Sei que não é fácil, mas espero poder corresponder’

José Santos (Record) foi o Colaborador do Ano e recebeu o troféu de António Simões (CNID): “Queria dar os parabéns ao CNID pelos 60 anos de história, que são também um sinal de vitalidade e resiliência. Este prémio é, acima de tudo, um reconhecimento importante e simbólico do trabalho diário feito por mim e pelos colegas que, todos os dias, andam no terreno. Representa, por isso, não só o meu trabalho, mas também o esforço coletivo de quem todos os dias procura informar com rigor e dedicação.”

Eduardo Soares da Silva recebeu o Troféu Rádio Artur Agostinho que foi entregue por Mario Almeida, presidente do Panathlon: ‘Estou muito contente e tenho que agradecer ao CNiD, à Rádio Renascença e à minha família. Devo agradecer em especial à RR porque me permitiu ir à Itália e ter três meses para fazer este podcast sobre Francesco Farioli. Espero continuar a poder contar boas histórias em diferentes formatos, seja áudio, vídeo ou texto’.

António Tadeia recebeu o prémio de Manuel Queiroz( (CNID): ‘Em 2018 recebi outro troféu em nome do coletivo bancada.pt que faliu, mas alguma coisa deve ter feito bem porque o Diogo Cardoso Oliveira, que veio receber um prémio, fazia parte da equipa. Recebo o troféu pelo que faço no meu Substack que me dá trabalho e gozo mas há pouco disso, tem que haver mais. Os meus agradecimentos ao CNID e os parabéns pelos 60 anos’
Luis Manuel Neves conquistou o Prémio Fotojornalismo Nuno Ferrari e receberá o troféu oportunamente. Mas enviou um vídeo com um agradecimento.
José Manuel Freitas foi distinguido com o Prémio Carreira David Sequerra e, não podendo estar presente por motivos de saúde, enviou o vídeo que podem ouvir a seguir: