Faleceu Mário Zambujal, um dos fundadores do CNID

O Jornalista e escritor Mário Zambujal, que tinha acabado de completar 90 anos, faleceu esta quinta-feira em Lisboa.

Mário Zambujal à esquerda, na gala no Algarve em que também foi homenageado o seu irmão Francisco postumamente

O velório será no sábado, dia 14, na Basílica da Estrela, em Lisboa, das 17 às 20 h. O funeral será às 11 h de domingo, para o cemitério do Alto de São João.

Nascido a 5 de Março de 1936 em Moura, Mário Zambujal passou uma parte da juventude no Algarve. Aos 16 anos publicou um conto no satírico Os Ridículos, depois crónicas no Jornal do Algarve e foi também correspondente de A Bola, em cujos quadros ingressou na década de 60. Depois passou para o Diário de Lisboa, onde chegou a subchefe de Redação. Seguiu-se o posto de subdiretor de Record, mas só por seis meses, porque O Século o convidou. Depois foi o Diário de Notícias e a direção do ‘Mundo Desportivo’, já extinto. Foi o primeiro diretor do Se7e ao mesmo tempo que também escrevia no O Jornal. Ainda foi diretor do Tal e Qual é colunista do 24 horas e depois apresentou vários programas desportivos (e não só) na RTP.

Nos últimos 40 anos desenvolveu a veia de escritor – ‘A crónica dos bons malandros’ é talvez o seu grande êxito. Mas colaborou na rádio – ‘O pão com manteiga’ – e para dizer tudo não se acabava esta singela notícia.

Mário Zambujal esteve também entre os fundadora do CNID, em 1966, e em 2019 esteve no Algarve onde realizamos uma exposição dos trabalhos do seu irmão Francisco, famoso cartonista de A Bola.
Aos seus familiares, o CNID envia os votos das mais sentidas condolências. O nome de Mário Zambujal nunca será esquecido porque foi um Jornalista de corpo inteiro.

 

 

Murillo Lopes recorda Jorge Ribeiro

Camaradagem e Gratidão

Ao saber do falecimento de Jorge Ribeiro cumpre-me deixar uma nota de muito pesar e de reconhecimento, hoje, como sempre o fiz em sua vida, sobre o seu sentido ilimitado de  camaradagem.
As incidências factuais, que nos ligaram a uma Amizade fraternal, sobreviveram sempre num  quadro de respeito recíproco.
São palavras, ainda, de Gratidão para o meu Chefe de Redação, no JN, em Lisboa, e para o dirigente do CNID e da AIPS.
Cidadão  culto, solidário, sempre pronto a ajudar quem precisasse da sua permanente disponibilidade, foi o espírito associativo de Jorge Ribeiro que me ajudou, também, quando participei nos Congressos da AIPS e da AIPS Europa, na Áustria e na República da Irlanda, em representação do CNID.
Foi Jorge Ribeiro, aliás, que promoveu, com sucesso, na  cidade do Porto, uma reunião magna da AIPS, conforme registo nos arquivos da nossa Associação de Jornalistas da área de Desporto.
Paz à sua alma e  os meus sentidos pêsames  à  Família e amigos de Jorge Ribeiro.
MURILLO LOPES
Secretário-Geral do CNID-AJD

‘Foi o meu mentor…’

Flemming Olesen, da Dinamarca, um dos que sempre perguntava por Jorge Ribeiro, deixou uma mensagem muito bonita:

‘Fiquei realmente triste com a notícia que recebi agora sobre a morte de Jorge Ribeiro.

Foi o meu ‘mentor’ em 2014 quando entrei na Comissão de Finanças (da AIPS). Sempre disposto a ajudar, sempre dentro das matérias com que tínhamos de lidar – e ensinou-me como focar-me na parte essencial da economia dentro da AIPS – e como trabalhar na comissão, porque tinha a experiência do seu trabalho como tesoureiro.

E fora das reuniões – oh! Como era inspirador, amigo e encorajador.

Sempre o lembrarei como um dos melhores colegas que alguma vez conheci.’

Presidente da AIPS elogia Jorge Ribeiro

A homenagem no site da AIPS

O presidente da AIPS, o italiano Gianni Merlo, de quem Jorge Ribeiro foi colaborador muito próximo e em momentos difíceis da estrutura internacional, deixou um sentido elogio no site da AIPS:

’Jorge Ribeiro deixou-nos. Tinha 76 anos. Foi tesoureiro entre 2004 e 2013, mas para mim foi um amigo que permitiu à nossa Associação crescer sadiamente e que ganhou o respeito de todos. Fez um excelente trabalho nos primeiros anos no posto, tratando das situações mais delicadas com cuidado exemplar. Foi sempre muito escrupuloso e decidido.
Jorge era um homem que conhecia as dificuldades por dentro e por fora.’

 

‘Em um dos nossos congressos esteve com sua filha…’

Vicente Dattoli, grande dirigente brasileiro da AIPS  deixou esta mensagem sobre Jorge Ribeiro, o antigo presidente do CNID que nos deixou a 8 de Março de 2025, num grupo de várias nacionalidades e que comunica normalmente em inglês:

’Peço desculpas aos amigos, mas vou despedir-me de Jorge, aqui, em nosso idioma. O idioma de Camões, que escreveu os Lusíadas e contou ao mundo a saga dos portugueses que conquistaram o mundo. Jorge, como muitos de seus patrícios, conquistou o mundo. E o fez com suas letras e com sua atuação na AIPS, onde foi tesoureiro. Tinha com ele uma amizade familiar. Em visita ao Brasil, visitou minha casa, conheceu minha mãe, tornou-se amigo dela – que sempre me perguntava por ele. Quando pela primeira vez me candidatei, Jorge silenciou. Com o resultado e minha eleição, chegou-se e amavelmente, disse-me que estava surpreso. “Ia dizer-te para não concorrer. Não esperava que você fosse eleito. Há anos não temos o Brasil representado e as Américas não trazem votos para garantir eleição. Só que conseguiste ser o segundo mais votado. Inexplicável”, falou-me, sorrindo e me abraçando. Em um de nossos congressos esteve com sua filha, a quem fui emocionadamente apresentado. Nos últimos tempos nos falávamos pouco, mas sempre com intensidade e preocupação. Estava triste por saber que nosso idioma (e por isso escrevo em português) talvez deixasse de ser representado no Comitê Executivo. O mundo gira, as emoções fazem parte da vida, despedidas, nas nossas idades, são mais comuns do que encontros. Vá em paz, amigo querido. Desbrave também nos céus os caminhos que Portugal soube fazer por aqui. Deixe também por aí sua marca de caráter, dignidade e amizade. Sentirei sua falta.’

Faleceu Jorge Ribeiro, antigo presidente do CNID

 

Jorge Ribeiro foi homenageado pela direção por ocasião dos 55 anos do CNID com um diploma de sócio de mérito

Jorge Ribeiro foi homenageado pela direção por ocasião dos 55 anos do CNID com um diploma de sócio de mérito

O antigo presidente do CNID Jorge Ribeiro faleceu este domingo, aos 76 anos. Foi presidente entre 2001 e 2005, sucedendo a José Carlos Freitas, de quem tinha sido vice-presidente.
Jorge Ribeiro teve uma ação muito importante na AIPS (Associação Internacional da Imprensa Desportiva), quando foi preciso voltar a colocar na rota certa a estrutura de representação mundial dos Jornalistas da área do desporto. O presidente da AIPS recorda-o com muita saudade. Jorge era mesmo sempre convidado para os congressos anuais da AIPS, aos quais comparecia regularmente.
Jorge Ribeiro nasceu no Porto em 1949. Começou a escrever no semanário “Actualidades”, também no “Norte Desportivo”, e a fazer rádio nos Emissores do Norte Reunidos (1969). Na tropa tirou a especialidade de Fotografia e Cinema. Foi mobilizado para Moçambique, como repórter de guerra. Regressou a 24 de Abril de 1974. Nos meses seguintes fez parte da equipa de Manuel Alegre na Emissora Nacional e ingressou n’ “O Primeiro de Janeiro”. Integrou o colectivo que protagonizou no Porto o “caso da Rádio Renascença”. Estudou jornalismo em Paris e em Praga. Estagiou (agências) na EFE, em Madrid, e (diários) no Izvestia, em Moscovo. Em 1978 foi trabalhar para o “JN”, onde foi chefe de redacção. Foi presidente do Teatro Experimental do Porto e secretário-geral da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Foi ainda professor da Faculdade de Letras do Porto e ficou mesmo ligado ao Centro de Estudos Africanos.
O velório decorre esta segunda-feira a partir das 16h no Tanatório de Matosinhos e a cerimónia fúnebre será realizada terça, dia 10, no mesmo local pelas 16h.

Os corpos sociais do CNID apresentam à família as mais sentidas condolências.

CNID contra ameaças a Jornalistas em reportagem

Uma equipa de reportagem da CMtv foi ontem, mais uma vez, cercada e insultada por adeptos do Benfica, no final do jogo com o Real Madrid, quando tentava apenas fazer o seu trabalho de reportagem.

Cenas lamentáveis a que, felizmente, a equipa soube responder com toda a contenção e assim permitir baixar a tensão. E resolver o problema.

O CNID não pode deixar de denunciar estas tentativas de intimidação, que também têm que ser vistos como consequência direta também de comunicados desresponsabilizantes e que parecem legitimar certos comportamentos que a história do Benfica obviamente recusa de forma evidente.

Chama-se também a atenção das chefias e das direções dos Órgãos de Comunicação Social para o cuidado necessário, em termos de segurança dos Jornalistas, sobretudo em certas situações de tensão acrescida.

 

P’la Direção

Manuel Queiroz

Presidente

Lisboa, 18 Fevereiro 2026